Lindas Mensagens!
Olá, este é o meu blog de pensamentos e mensagens, espero de goste e conto com sua participação.
domingo, 26 de maio de 2013
Empreendedorismo infantil
Sol. Praia. Água de coco. Céu azul de brigadeiro.
Entre uma onda e outra, pausa na sombra da Castanheira para a tradicional reunião de família. Assuntos delicados como "vai ser peixe ou camarão?", "caiaque ou banana?", "picolé ou sorvete?" vão sendo tratados, sem muita polêmica.
Quando o pé descansa na areia e os olhos se perdem parados no horizonte, onde o céu beija o mar, todos parecem chegar sem delongas ao consenso de que a vida é mesmo muito difícil. Dificílima.
E aí me aparece, para alegria de todos, um vendedor de cocada. Cocada preta, branca, de maracujá, leite condensado. Tem pra todos os gostos. Pode escolher.
Além do tabuleiro recém-saído do forno, o moço levava com ele a filha de seis anos, maiozinho no jeito pra quando o "serviço" acabasse.
Venda feita, missão cumprida, lá se foi o cocadeiro com o seu doce mais bonito.
Minha Bella, antenadíssima, ficou espichando os olhos para a menina, tão nova e trabalhadeira.
Aproveitando a deixa, o pai foi logo brincando:
- Tá vendo, Bella? Ela já trabalha, tá que vende cocada... E você, quando é que vai começar a trabalhar?!
(...)
- Quando você começar a vender!...
(!)
sábado, 25 de maio de 2013
Perolices animais
Como já contei antes, férias em casa é um caso sério. Até brincadeira de psicólogo entra na história pra passar o tempo.
Então, para variar o repertório, resolvi deixar os meninos no sítio, cercados de cuidados dos avós, tios e primos mais que corujas.
E aí as brincadeiras mudaram de profissão: as crianças viraram veterinários, mergulhadores, cozinheiros, fazendeiros. Uma farra só.
Quando chegamos, um Léo afoito veio correndo contar o episódio do ano. (Já.)
- Mãe, você não acredita! A gente tava brincando perto da porteira quando viu uma cena horrível. A égua do vizinho tava empacada, e o caseiro começou a bater nela com um pau. Bateu tanto, mãe, que a boca dela começou a sangrar! Saiu muito sangue!
- Que absurdo, meu filho, ninguém fez nada?
- A vovó saiu gritando, falando pro moço parar, deu a maior bronca. Num é um absurdo, mãe? A gente tinha que denunciar! Tinha que chamar o Obama!
(!)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Começo do mundo
Os maias que me perdoem, mas prefiro pensar no antônimo mais lindo de fim.
Sim, nada de fim. Começo, como eu mereço. Como você, seu mundo, seu pequeno grande universo merecem. E ponto final. Ou melhor, reticências.
Enche de reticências a sua vida, enche de alegria cada página em branco, cada possibilidade imensa e rica da continuidade.
Então, já que o mundo está só começando, que tal pensar em tudo aquilo que você deixou parado na gaveta há um bom tempo? Todas as suas rugas, rusgas, sinal precoce de envelhecimento?
O que tem que acabar não é o mundo, mas tudo aquilo que tira a vida do seu mundo.
Picuinhas. Ladainhas. Dramas e tragédias. Casquinhas pra se agarrar. Caquinhos pra juntar. Ah, só de escrever já deu canseira.
Perde a estribeira. Aproveita que amanhã é o famoso 21 de dezembro de 2012 e decreta logo um feriado nacional. "Dia do Começo do Mundo", que tal?
Vai se acabar numa cachoeira, numa pista de dança, numa brincadeira de criança.
Acorda antes do sol, prepara o anzol, desengasga o "eu te amo" que ficou aí parado.
Olha nos olhos, canta no chuveiro, descobre o dom que ficou fora de tom.
Nasce de novo, chora de emoção, descomplica e despinica.
Vai beijar, vai suar, vai amar, vai viver.
Falta pouco pro mundo começar.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Perolices de férias
As merecidas férias escolares nem sempre coincidem com as merecidas férias dos pais. Nem sempre coincidem com o camarãozinho na praia, os castelos de areia, o galo cantando na fazenda ou os bonecos de neve pra quem vai mais longe. Uma parte coincide, é claro. Tem que coincidir, afinal somos todos filhos de Deus.
Mas dois meses de férias é fogo. Dá-lhe clube, piscina, casa da tia, vô coruja e amigos para fazer o tempo passar macio, alegre, preenchido.
Mas quando o "point" é em casa, há de saber equilibrar o tempo sem deixar a infância se aprisionar na obcecante-paralisante-alienante força tecnológica dos playstations, notebooks, aparelhos de LCD.
Haja criatividade para transformar crianças em pilotos de avião, veterinários, caixas de supermercado, bailarinas, cantores de rock. Dá-lhe Lego, Barbie, Poly, Playmobil. Dá-lhe bola de meia, caixa de ovo, argila, bicicleta e até "divã":
- Alô.
- Ei, filho, tudo bem? O que você está fazendo?
- Brincando de psicólogo.
- (!...)
- A Bella está meio sem paciência, então eu estou "atendendo" ela.
- E como é esse atendimento?!
- Ela entra, assenta e a gente joga paciência.
(...)
domingo, 19 de maio de 2013
Perolices Profissionais

Para as crianças, profissão é um assunto que não costuma causar muita polêmica.
A boa e velha frase "O que você vai ser quando crescer?" traz algumas respostas na ponta da língua.
A Bella, por exemplo, já decidiu que vai ser psicóloga, escritora, cozinheira e professora.
O Léo quer ser engenheiro de lego, arquiteto, ator e diretor de filmes de ação. De 007 pra cima.
Aí eles crescem e, na hora H, percebem que escolher a profissão da sua vida não é algo tão simples assim.
Dá-lhe angústia. Dá-lhe dúvida. Dá-lhe sessão de terapia e teste vocacional para definir
seu ganha-pão, sua rotina diária, seu brilho nos olhos. (O fundamental brilho nos olhos.)
E aí um dia, além de profissionais, eles viram pai e mãe, sempre apressados para trabalhar,
e ainda tendo que parar para explicar aos filhos o que significa essa correria toda:
- Mas, mamãe, por que você tem que trabalhar? Vou ficar com saudade!...
- Por que a mamãe tem que ganhar dinheiro para pagar a escola, pagar a nossa ajudante,
comprar coisas gostosas pra gente comer... Suas roupas, seus brinquedos,
sua festa de aniversário, tudo custa dinheiro.
Mas não é só por isso, minha filha: a mamãe adora trabalhar.
Vejo algumas mães sofrendo, carregando uma tonelada de culpa nas costas porque trabalham fora.
Elas se esquecem do modelo importante que são para os filhos:
modelo de gente trabalhadora, batalhadora, realizada, feliz.
E, apesar da saudade, os pequenos vão se enchendo de orgulho dos pais.
Outro dia a Bella estava numa prosa animada com a Sofia, uma de suas amigas prediletas,
justamente sobre esse assunto:
- Sabia, Bebella, que o meu pai é presidente da escola? (...)
- Pois o meu é síndico. Ele manda no prédio todo. (!)
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